sábado, 27 de octubre de 2012

A ONU tem que mudar

Como siempre, Evo da lecciones de realidad a las maximas autordades mundiales ante la ONU, creo que no han habido discursos de Evo en la ONU que no merezcan la reproduccion completa en varios idiomas. Es lamentable la falta de prensa de su pensamiento, profundamente Latinoamericano. 





A ONU tem que mudar, afirma presidente o Evo Morales




Nações Unidas, (Prensa Latina) O presidente da Bolívia, Evo Morales, afirmou que as mudanças a nível internacional solicitadas pelo secretário geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, devem começar pela própria organização mundial. E devem conduzir a que a ONU cumpra com os acordos que ela mesma adota, como no caso da demanda reiterada durante 20 anos consecutivos para o levantamento do bloqueio dos Estados Unidos contra Cuba, sublinhou.
Em entrevista com a Prensa Latina em Nova Iorque, o presidente boliviano disse que a ONU não pode continuar sem aplicar as decisões que adota nem ser cúmplice de "um Conselho de Insegurança nem de intervencionismos e unilateralismos".
Aqui há 97 por cento de países que recusa o bloqueio norte-americano contra Cuba e a ONU não aplica esse acordo devido às imposições dos Estados Unidos, assegurou o chefe de Estado boliviano.



Numa conversa com a Prensa Latina durante o debate presidencial iniciado ontem no organismo mundial, Morales perguntou-se "diante dessa situação para que serve as Nações Unidas?"
Todos os Estados membros têm os mesmos direitos e por isso têm que ser cumpridos os acordos atingidos, insistiu, ao pôr o exemplo da América Latina e de resoluções adotadas mas não executadas.
Nesse sentido, mencionou os casos das Ilhas Malvinas, ocupadas pelo Reino Unido e reivindicadas pela Argentina, o direito da Bolívia a contar com uma saída ao mar e o bloqueio contra Cuba.
E acrescentou o problema das bases militares estrangeiras em território latino-americano como outro dos assuntos que a ONU deveria considerar por constituir um exemplo de intervencionismo sob o pretexto da luta contra o narcotráfico e o terrorismo.
Sustentou que o conceito de economia Verde impulsionado pela máxima direção da ONU é um disfarce do capitalismo voraz para garantir o controle absoluto dos recursos naturais do planeta.
Está claro: os países subdesenvolvidos têm que desmatar suas florestas, enquanto os industrializados cuidam das suas e, além disso, é preciso ainda pagar-lhes para que prosperem, explicou.
"Querem ter o controle absoluto, ainda por cima temos que cuidar do que eles destroçam", insistiu.

miércoles, 17 de octubre de 2012

Nanociência e Nanotecnologia





Hoje é um fato estabelecido que as propriedades e o comportamento da matéria condensada são dependentes do tamanho. A escala nanométrica [1] os materiais apresentam propriedades bem diferentes das apresentadas nas escalas micro ou macro. Há duas razões que nos permitem compreender porque os comportamentos são alterados dependendo do tamanho, uma dessas razões é simplesmente associada a efeitos de superfície no material, o que para grandes volumes (por vezes, um pouco maior do que alguns nanómetros cúbicos) seja desprezível e na nanoescala se pode tornar um efeito dominante. O outro está associado com a importância que nesta escala tem os fenómenos de natureza quântica.

Em efeito, uma das razões para essa mudança de comportamento em pequena escala, é sem dúvidas, o notável aumento da superfície em relação ao volume de matéria em escala nanométrica: enquanto que para diâmetros da ordem de 1 micrômetro apenas uma pequena fração de átomos (normalmente menos de 1 por cento), fica na superfície, quando nós reduzimos o tamanho de cerca de 3-5 nanômetros quase um terço da superfície de átomos estão sobre a mesma, o que nos permite comprender o porque de algumas mudanças nas propriedades físico-químicas em nanomateriais,  estão associados com efeitos de superfície, dada a importância que esta vem a ter na pequena escala.

Além disso, como comentamos mais acima, existem os efeitos quanticos: quando os elétrons são constrangidos a mover-se em um espaço muito pequeno se diz que estao confinados. Se esta região é tão pequena que é comparável com o comprimento de onda associado com o elétron, o chamado comprimento de De Broglie - começa a se observar os efeitos quanticos. Usando a habilidade atual de poder manipular átomos individualmente por meio da microscopia de varredura por tunelamento, temos algumas imagens desse fenômeno, onde um grupo de pesquisadores (Crommie et al. 1993) conseguiram ordenar cerca de 48 átomos de ferro numa superfície de cobre formando um corral circular de uns poucos nanômetros de diâmetro (Fig. 1). Isto é uma verificação da natureza ondulatoria dos elétrons que foram confinados no interior do corral: da mesma forma que as ondas estacionárias aparecem num tanque d´água estas ondas de elétrons interferem uns com os outros e formando maximos e minimos sobre a superfície.



Figura 1: Confinamiento de elétrons num corral quántico feito com átomos de ferro sobre a superficie de cobre.

O estudo deste tipo de sistemas está em pleno desenvolvimento e se estão publicando mais e mais trabalhos cientificos na área (OEI Relatório, 2008). O desenvolvimento desta nova área que se deu a chamar Nanociência, é uma área de convergência de várias ramas do conhecimento científico, envolvendo físicos, químicos, biólogos e médicos alem de outras partes interessadas. metas ambiciosas no domínio da nanociência como o estudo, síntese, caracterização e manipulação desses nanomateriais que nos últimos anos têm vindo a ganhar um crescente aumento, graças, em parte, ao financiamento que já existe há alguns anos pelos governos e algumas empresas interessadas nas possibilidades práticas destas descobertas e desenvolvimentos. Existem hoje mais de 800 produtos [3] no mercado que usam algumas das novas propriedades exibidas por estes nanomateriais, dando origem ao novo e promissor campo da Nanotecnologia (Fig.2). Estima-se que a Nanotecnologia pode ser responsável por cerca de U $ S 3,1 bilhões da produção industrial global até 2015, o que representaria ao redor do 15% de produtos manufaturados (Lux Research, 2007).
Figura 2: Productos Nanotecnológicos em venta nos mercados mundiais.

O investimento global em nanotecnologia está em aumento progressivo, atingindo U $ S 18,2 bilhões em todo o mundo em 2008. Estados Unidos e Japão são os países que estão na vanguarda do desenvolvimento na área, seguido de perto por China e Rússia.
Em Latinoamérica, o Brasil é hoje o pioneiro e líder na produção científica e desenvolvimento tecnológico no campo das nanotecnologias. México e Argentina são um segundo bloco com características semelhantes entre eles. Os restantes países da regiao têm uma produção muito reduzida (OEI Relatório 2008).

Implicações éticas e sociais da nanotecnologia

Como qualquer área de rápido desenvolvimento da nanotecnologia em si envolve, sem dúvidas,  um grande número de implicações éticas e sociais e causara mudanças significativas em termos económicos, políticos e sociais. Nanotecnologias são mostradas na atualidade como a base de uma nova revolução industrial. De acordo com M. Treder (2004), do Centro de Nanotecnologia Responsável, pode ser uma revolução que seja efetiva em poucas décadas, porém no mundo todo, levando tantas ou mais transformações das que tenham ocorrido desde a revolução industrial até agora. De fato, o intervalo de tempo entre a descoberta ea aplicação comercial foi gradualmente diminuindo ao longo dos últimos 100 anos (Burrus 1993), levando a muitas empresas líderes e governos a começar a interessarse a intimamente naquilo que acontece nos laboratórios e universidades [4].

Esta pequena diferença de tempo entre a descoberta e aplicação gera diferentes tipos de conflitos. Por um lado, há o problema da actual legislação sobre esses produtos. Os produtos são comercializados em conformidade com os regulamentos que não contemplam a sua aparência, reatividade e potencial de risco. Na verdade, existem poucos estudos sobre toxicologia nanomateriais, sendo isto ainda uma questão de preocupação dentro da própria comunidade científica, ja que a pesquisa orientada para o desenvolvimento de Nanotecnologia, pelo investimento das empresas, está ignorando em muitos casos, esses estudos (Maynard et al. 2006, Scheufele et al. 2007). Isso não é parar de fazer nanoprodutos, mas implica fazê-lo com a prudência necessária, evitando que eles cheguem ao mercado até que seja claramente estabelecido qual o impacto sobre a saúde eo meio ambiente.

Além disso, outro problema que existe hoje é o das patentes dos nanoprodutos: além dos problemas já existentes para atores científicos neste processo, que geralmente são avaliados pelo número de publicações, e as patentes dos produtos ou processos em geral não vao de mãos dadas com a publicação de artigos científicos. A questão das patentes ainda é um problema grave para o desenvolvimento de nanoprodutos porque as empresas multinacionais vêm geralmente patentando diferentes processos de fabricação, o que leva a problemas pelo pago de patentes previas ao usar esses processos para gerar novos produtos. As patentes também garantizam lucros monopólicos por 20 anos, o que certamente vai contra a propagação rápida dos potenciais benefícios desta tecnologia (Foladori e Invernizzi 2005).

Em termos de qualificação da mão de obra, a revolução da nanotecnologia prevê uma queda acentuada do emprego nos processos directamente produtivos, e um aumento de cientistas altamente qualificados. Um dos argumentos usados ​​para justificar o surgimento forte da China na corrida da nanotecnologia é ter um grande número de cientistas a baixo custo. Assim é possivel prever que isto acentue ainda mais a emigração de cientistas qualificados de países periféricos para os países mais avançados. Esta polarização do mercado de trabalho afeta diretamente os países em vias de desenvolvimento (Foladori e Invernizzi 2005).

Um capítulo à parte merece, talvez, a discussão ética de aplicações militares da nanotecnologia, que está sendo debatido em varios paises Latinoamericanos [5, 6].

A possibilidade de incorporar sensores de nanotecnologicos e fornecer informações sobre o corpo humano é outra área de discussão ética [7]. Por um lado, poderiam produzirse seres humanos potenciados com informação recebida directamente a partir do exterior através de implantes cerebrais, ou a instalação de nanoestruturas sobre o esqueleto ou outros órgãos ou tecidos que dão resistência e força física. Além disso, certos tipos de sensores podem alertar a pessoa de alterações nos biomarcadores indicativos de certas doenças previndo estas antes que se manifestam. Além disso, as seguradoras poderiam recusar clientes que foram considerados de maior risco, com base em informações contidas em bancos de dados do DNA. De qualquer jeito, essas tecnologias poderiam diferenciar os seres humanos pelos seus implantes (Roco & Bainbridge, 2002).

Embora tenham sido feitos esforços para começar a consolidar grupos de pesquisa no campo da nanotecnologia, proporcionando-lhes infra-estrutura mínima adequada para este tipo de estudo e desenvolvimento ainda temos um longo caminho a percorrer em relação à ligação entre cientistas e empresas com interesses na área.

A capacidade dos países em desenvolvimento para sustentar econômica e humanamente incorporação da onda nanotecnologica dependerá, em parte, das alianças estratégicas que possam ser estabelecidas com outros países.

Os cientistas envolvidos neste processo temos que fazer um esforco para ir além do trabalho no laboratório de pesquisa e assumir nossa responsabilidade com a sociedade, divulgando as implicações deste fenómeno,  que sem dúvida, afetara grandes sectores da sociedade como um todo, sociedade da qual os cientistas, não estamos excluidos.

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[1] Um nanómetro (1 nm) é igual a 10-9 m, a escala nano é geralmente delimitada por objectos com dimensoes entre 1 a 10 nm.

[2] O comprimento de onda de um elétron pode ser calculado conhecendo o seu impulso p, e h é a constante de Planck.

[3] As informações obtidas a partir de
http://www.nanotechproject.org/news/archive/cpsc/
Checado na web 29 de agosto de 2012.

[4] Uma visão geral deste processo pode ser encontrada no artigo de G. Foladori:
http://estudiosdeldesarrollo.net/relans/documentos/Foladori_NanoMilitarAL.pdf
 (2005).
Checado na web 29 de agosto de 2012.

[5] A. Ferrari, A batalha naval dos cientistas argentinos (Marinha dos EUA financiou projetos de pesquisa no país). Página 12. (2005)
Checado na web 29 de agosto de 2012.

[6] G. Foladori, Participación militar estadounidense en la Ciencia y Tecnología de México, http://www.revistacts.net/files/Volumen%207%20-%20N%C3%BAmero%2019/CON%20DISE%C3%91O/Foladori.pdf
(2011).
Checado na web 29 de agosto de 2012.

[7] P. Lin, M.J. Mehlman, K. Abney , Enhanced Warfighters: Risk, Ethics, and Policy, http://ethics.calpoly.edu/Greenwall_report.pdf
(2013).
Checado na web 13 de janeiro de 2013.


Referencias

L.R. Andrini y S.J.A. Figueroa, El impulso gubernamental a las nanociencias y nanotecnologías en Argentina. En G. Foladori, N. Invernizzi, Nanotecnologías en América Latina, Ed.
Miguel Ángel Porrúa, México (2008).


D. Burrus, Technotrends: How to use technology and go beyond your competition. HarperBusiness, New York (1993).


M. F. Crommie, C. P. Lutz, and D. M. Eigler, "Confinement of electrons to quantum corrals on a metal surface", Science 262, 218 (1993).


G. Foladori y N. Invernizzi, Nanotecnología: ¿beneficios para todos o mayor desigualdad?, Revista REDES, Vol. 11 nº 21, Instituto de Estudios sobre la Ciencia y la Tecnología, Universidad Nacional de Quilmes, Buenos Aires (2005).


Informe del Observatorio Iberoamericano de Ciencia, Tecnología e Innovación del Centro de Altos Estudios Universitarios de la Organización de Estados Iberoamericanos (OEI) disponible en: http://www.oei.es/cienciayuniversidad/spip.php?article55 (2008).


Lux Research, The Nanotech Report: Investment Overview and Market Research for Nanotechnology, 5th Edition (2007).


A.D. Maynard, R.J. Aitken, T. Butz, V. Colvin, K. Donaldson, G. Oberdörster, M.A. Philbert, J. Ryan, A. Seaton, V. Stone, S.S. Tinkle, L. Tran, N.J. Walker y D.B. Warheit, Nature 444, 267 (2006).


M.C. Roco y W.S. Bainbridge, Converging Technologies for Improving Human Performance NANOTECHNOLOGY, BIOTECHNOLOGY, INFORMATION TECHNOLOGY AND COGNITIVE SCIENCE, NSF/DOC-sponsored report, National Science Foundation, Arlington, Virginia, disponible en: http://www.wtec.org/ConvergingTechnologies/1/NBIC_report.pdf (2002).


D.A. Scheufele, E.A. Corley, S. Dunwoody, T.-J. Shih, E. Hillback y D.H. Guston, Nature Nanotechnology 2, 732 (2007).


M. Treder, Nanotechnology & Society. Times of Change, Presentación, São Paulo, Brasil. disponible en: http://www.crnano.org/Speech%20-%20Times%20of%20Change.ppt (2004).

domingo, 14 de octubre de 2012

Un Nobel extraviado



Excelente opinion me encontre hoy en Rebelion sobre el absurdo de entregarle el Nobel de la Paz a la UE. De todos modos ya es un hecho que se repite reiteradamente en el tiempo como aclara Boron, aunque no esta de mas decirlo nuevamente. Talvez en algun momento se oiga...Que es lo que entendemos por Paz?? Creo que hay que seguir educando mucho todavia....

Santiago


Premio Nobel de la Paz a la Unión Europea





Si algo faltaba para terminar de desprestigiar al Premio Nobel de la Paz, otorgado por el Parlamento Noruego, fue la decisión de conceder esa distinción a la Unión Europea. Esta distinción fue instituida en el testamento del magnate sueco Alfred Nobel para premiar “a la persona que haya trabajado más o mejor en favor de la fraternidad entre las naciones, la abolición o reducción de los ejércitos existentes y la celebración y promoción de procesos de paz.” Ya en el pasado hubo premiaciones que provocaron escándalo: un pérfido criminal de guerra como Henry Kissinger, que hizo estragos en Indochina, lo obtuvo en 1973 y antes, en 1906, el premio había sido para Theodore Roosevelt, conocido por ser el artífice de la “diplomacia del garrote” aplicada para arrebatar la victoria que Cuba estaba a punto de concretar en contra del colonialismo español y para someter al dominio yankee otros países del Caribe y Centroamérica. Roosevelt además fue el gran arquitecto y ejecutor de la secesión de Panamá de Colombia, todo lo cual no fue óbice para que fuera galardonado por el Parlamento Noruego. Otro antecedente lo ofrece el caso del también presidente de Estados Unidos, Woodrow Wilson, premiado en 1919 por su contribución a la creación de la Liga de las Naciones. Deslumbrado por ese logro en tierras europeas los otorgantes desestimaron las informaciones que señalaban las tropelías que Wilson, al igual de los arriba nombrados, realizaba en Nuestra América y que sólo por un alarde de la imaginación podrían ser concebidas como tendientes a promover la fraternidad entre las naciones, la reducción de los ejércitos o la promoción de la paz. El galardonado utilizó a destajo la “diplomacia de las cañoneras” en el entorno centroamericano y caribeño: intervino militarmente en México, Haití, Cuba, Panamá, República Dominicana y Nicaragua. En 1914 se apoderó del puerto mexicano de Veracruz y en marzo de 1916 y febrero de 1917 sus tropas penetraron en territorio mexicano persiguiendo a Pancho Villa y perpetrando toda clase de crímenes. Sin embargo, el Premio Nobel de la Paz cayó en sus manos. Todos estos criminales antecedentes, ocultados bajo el prestigio que tenía al Nobel de la Paz, fue opacando el lauro que obtuvieran hombres y mujeres como Martin Luther King, Desmond Tutu, Nelson Mandela, Rigoberta Menchú y nuestro Adolfo Pérez Esquivel en 1980 que sí habían luchado, y muchos lo siguen haciendo hoy, por el imperio de la paz. Antes, en 1936, otro argentino, Carlos Saavedra Lamas había sido distinguido por su papel mediador en la fratricida guerra del Chaco entre Bolivia y Paraguay. Ya con la entrega del Nobel de la Paz a Barack Obama (2009) se podía percibir que el Parlamento Noruego estaba más preocupado por amigar a su país con los Estados Unidos – let's be friends! -que por premiar a quien realmente estuviera luchando por la paz. Ahora hizo lo mismo con la Unión Europea, a la cual en dos sucesivos referendos la población noruega rechazó ingresar. ¿Cómo premiar a una organización que, en estos momentos, ha declarado la guerra a sus pueblos imponiendo una brutal política de ajuste que sacrifica a sus poblaciones para salvar a los banqueros? ¿Se puede premiar como un gesto pacífico condenar a millones de personas al desempleo, la destitución, la pobreza extrema, la clausura de sus esperanzas? O es una broma de mal gusto o una burla a la inteligencia de la comunidad internacional. ¿Cómo olvidar que la Unión Europea ha convalidado y apoyado el criminal bloqueo de Estados Unidos contra Cuba, sancionando en 1996 una “Posición Común” concebida para reforzar los padecimientos de la isla en consonancia con las directivas de Washington? ¿Y qué decir del acompañamiento que la UE viene haciendo de las aventuras militares del imperialismo norteamericano en Irak, Afganistán, Libia y, ahora, Siria; o su escandaloso silencio ante el genocidio de Rwanda; o su complicidad con el colonialismo racista del estado de Israel y su criminal política hacia la nación palestina; o su indiferencia ante la suerte de los saharauíes; o su abúlica respuesta ante la destrucción y la muerte sembrada por Estados Unidos en la guerra de los Balcanes? Como bien lo recuerda Adolfo Pérez Esquivel, este premio parece destinado a encubrir y/o justificar las operaciones militares que la Unión Europea, a través de la OTAN, lleva a cabo en los más apartados rincones del planeta, siempre como furgón de cola de la Casa Blanca. En medio de la profunda crisis económica que la ha postrado, el gobierno griego solicitó postergar la adquisición de armamento acordada con Alemania y Francia. El pedido fue rechazado tajantemente por Berlín y París. ¡El ajuste se debe hacer sobre los salarios y el gasto público en general, pero no en el presupuesto militar y, sobre todo, en las partidas destinadas a adquirir armas en los países europeos!, hoy premiados por su contribución a la paz. De hecho, Francia, Alemania y Gran Bretaña forman parte, junto a Estados Unidos y Rusia, del selecto club de los cinco mayores vendedores de armas del mundo. ¡Extraña manera de promover la abolición o reducción de los ejércitos, como quería Alfred Nobel. Los parlamentarios noruegos necesitan, con suma urgencia, que alguien les enseñe la diferencia entre la guerra y la paz. Y que se aprendan de memoria el testamento del industrial sueco, porque a la vista de estos antecedentes, sumariamente expuestos, premiar a la UE sólo puede considerarse como un grotesco acto de sumisión al acuerdo bélico entre Estados Unidos y la UE y una “carta blanca” para que la OTAN siga cometiendo toda clase de fechorías y crímenes destinados a estabilizar la dominación imperialista a escala global.

sábado, 29 de septiembre de 2012

Roja para el Fondo?

Suena curioso que estas noticias no circulen por algunos medios. Me parece que es excelente que los paises de Latinoamerica puedan buscar caminos propios e independientes de los "consejos" del FMI, que por cierto nunca nos han llevado a buen puerto (parece que ultimamente a ningun pais le han resultado...). Me gustaron mucho las preguntas que se hace Raul (extraida de pagina 12) respecto del organismo, cuestionado por premios nobel en economia y gente que ha trabajado en el mismo. Creo que es patetico y desesperado el papel que esta haciendo Lagarde, evidentemente ya no saben que decir, perdieron toda autoridad. A mi entender la Roja (si el arbitro no es bombero) sera para el Fondo.

  Santiago

 

Vienen por nosotros, otra vez

 

 


 Por Raúl Dellatorre
Casi al mismo tiempo que Christine Lagarde amonestaba en público a la Argentina y amenazaba con sacarle tarjeta roja, salía a la luz el anticipo de un trabajo de analistas del Fondo Monetario Internacional, según el cual la posibilidad cierta de que “las economías más avanzadas entren en otra recesión” pone en riesgo el proceso de recuperación que viven los países en desarrollo. Mientras la conductora del FMI trata de disciplinar a gobiernos “díscolos” que se atreven a cuestionar las verdades fundamentales del organismo nacido del Acuerdo de Bretton Woods, las conclusiones de sus analistas se acercan más al escenario que prevén gobiernos como el de Argentina y Brasil, que a los que parecen inspirar a su jefa. Países emergentes como los señalados toman sus precauciones, aun a contramano de las recetas vencidas que sigue prescribiendo el FMI en Europa. Los discursos de esta semana de Dilma Rousseff y Cristina Kirchner ante la Asamblea General de las Naciones Unidas reflejaron esa preocupación de sus gobiernos por un escenario mundial que no ofrece las mejores perspectivas. Señalaron a los responsables de haber llegado a este estado de cosas, pero también a los que están construyendo un futuro todavía peor. Un cuadro de situación que ni los propios técnicos del Fondo pueden ignorar, pese a la tozudez de la sucesora de Strauss Kahn.
El FMI dará a conocer el próximo 9 de octubre su habitual informe de Perspectivas Económicas Mundiales, que suele publicar dos veces al año. Uno de los corresponsales en Washington del diario neoyorquino Wall Street Journal, Ian Talley, publicó esta semana un anticipo de dicho informe. El capítulo analítico que resumió Talley está referido al desarrollo de “los mercados emergentes y países en desarrollo” en las últimas dos décadas, el que destaca como una de sus conclusiones que “por primera vez en décadas, los países en de-sarrollo tuvieron más prolongados períodos de expansión y más cortos procesos de retracción que las economías avanzadas”. Pero tras señalar las fortalezas demostradas por las políticas seguidas por los emergentes, su capacidad de resistencia a shocks externos y domésticos, y su alcance de una mayor diversificación de sus estructuras productivas y de comercio, lanza una advertencia. “Si la situación externa se agravara, estas economías probablemente podrían terminar acopladas a la recesión de las más avanzadas. Las economías emergentes y países en desarrollo necesitarán reconstruir sus defensas para demostrar que son capaces de responder a potenciales shocks.”
¿Existe un riesgo real de que las economías emergentes deban afrontar esos shocks externos? El artículo de Talley recoge la respuesta citando el mismo informe, que se conocerá en extenso en diez días. “La relativa calma de los últimos dos años podría ser temporal, ya que existe un riesgo significativo de que las economías avanzadas podrían entrar en otra recesión, dice el FMI (...). La crisis de deuda de la Zona Euro, los problemas presupuestarios de Estados Unidos y las potenciales burbujas crediticias locales podrían hacer estragos en los mercados emergentes si sus autoridades no actúan ahora para fortalecer sus defensas contra la crisis, señaló el FMI.”
Más adelante, el mismo artículo del Wall Street Journal cita el informe del Fondo, transcribiendo los flancos por dónde podría manifestarse la crisis y provocar “estragos”: “Las abruptas interrupciones de flujos de capitales, las recesiones de economías avanzadas, los incrementos en la incertidumbre mundial y el deterioro en los términos de comercio, aumentan la probabilidad de que la expansión llegue a su fin”.
Algunas impresiones que surgen de inmediato frente a estos comentarios en un documento del FMI:

¿No es el mismo Fondo y sus voceros locales los que cuestionan al Gobierno cuando impone controles al movimiento de capitales y fuga de divisas?

¿No son recomendadas por el propio Fondo las “políticas de austeridad” que aplican las economías avanzadas, y que ahora se vuelven contra el resto del mundo como una amenaza de “estragos”?

¿No tendrá algo que ver el predominio de conductas de los capitales especulativos en los mercados de materias primas y en el sistema financiero en general, protegidas por el Fondo en vez de ser combatidas, en la señalada incertidumbre mundial?

¿Es necesario recordar que es para protegerse de las consecuencias del “deterioro en los términos del comercio” de los países centrales, que países como Argentina adoptan medidas de administración del comercio, que son denunciadas ante la OMC?

Para dejar en claro responsabilidades y autorías, hay que decir que el documento de referencia está firmado por un equipo de economistas que lidera Abdul Abiad, y está publicado en la página de Internet del FMI, bajo el título “WEO Analytic Chapters”.
Sin conocer su contenido, pero con un debate a nivel mundial que no necesita de un estudio del Fondo para ser visible, las presidentas de Argentina y Brasil se refirieron el martes 25 a la crisis mundial en términos que responden a las precauciones que señala el documento. Cristina, en el mejor momento de su gira, con un discurso que no podrá opacarse con los resultados del tramposo encuentro con estudiantes universitarios con el que cerró su agenda en Estados Unidos, hizo algunos señalamientos respecto de la crisis que conviene repasar. La caracterizó, coincidiendo con Dilma pero no con los presidentes de las principales potencias, como una “crisis política y económica”, no meramente financiera, “la más grave desde 1930”. Citó un antecedente histórico (“los más terribles totalitarismos que ha sufrido la humanidad han sido precedidos por crisis económicas”) y una referencia actual (“¿Cuál es la recomendación que el FMI les ha dado a países como Grecia, Irlanda o Italia, antes de llegar a la crisis, o a España que hoy está reprimiendo a los indignados?”), para cerrar con un concepto que engloba a ambos y merecería una mayor reflexión: “Mi mayor temor es que millones de occidentales dejen de creer que el sistema democrático puede dar soluciones”.
Dilma, al inaugurar la sesión, como Cristina unas horas después, señaló la responsabilidad de las políticas ortodoxas (planes de austeridad, ajuste del gasto público) en el agravamiento de la crisis. Deploró los recortes en políticas y gastos sociales que practican los gobiernos europeos, “que empeoran la recesión y perjudican a los países en desarrollo”. Y señaló a “los principales líderes del mundo que no han encontrado todavía el camino que articule políticas fiscales apropiadas, estímulos a la inversión y a las demandas indispensables, para interrumpir la recesión y garantizar el crecimiento”.
Ambas, a su tiempo, defendieron las medidas que aplican para defender la producción y el empleo en sus respectivos países, administrando el comercio, promoviendo la propia oferta, pero sin haber reducido las importaciones en ninguno de los dos países. Responden a la altura de las circunstancias, proponen un debate profundo sobre consecuencias que pueden exceder un simple impacto recesivo. Pero son pocos los que aceptan el convite.
Y aun así, se las tilda de proteccionistas.

domingo, 23 de septiembre de 2012

O que é mandinga?

 

Realmente creo que es dificil explicar este concepto, todos tienen sobre el alguna metafora...y hablando de besouro preto...


jueves, 13 de septiembre de 2012

Evaluación de las políticas de nanotecnología en Brasil, Mexico y Argentina

Extracto final del articulo publicado en Sociologias nro 30 (mai/ago 2012):

Características distintivas del desarrollo de las nanotecnologías en América Latina





Por Guillermo Foladori, Santiago Figueroa, Edgar Zayago-Lau y Noela Invernizzi


Cuando para inicios del siglo XXI la Nanotecnologia (NT) irrumpió en escena, el contexto económico de los países Latinoamericanos estaba caracterizado por la reorientación de la economía hacia un mercado internacional abierto que inició a finales de los ochenta. Visto en perspectiva histórica el desarrollo de América Latina tuvo un punto de inflexión en la década de los ochenta, conocida como la década perdida debido al crecimiento del endeudamiento externo que terminó con devaluaciones galopantes de las monedas e índices negativos de crecimiento relativo en la región. En el cono sur de América Latina esta década se caracterizó por represivas dictaduras militares. La crisis económica y las políticas represivas debilitaron las organizaciones sindicales y sociales y facilitaron la incorporación de los países de América Latina al GATT (General Agreement on Tariffs and Trade) y la liberalización de sus economías. Así se entró, durante los noventa, en un periodo de políticas económicas neoliberales, donde el libre mercado y la globalización financiera marcaban el camino. Para finales de la década del noventa Argentina, Brasil y México tenían economías significativamente más abiertas que diez años antes y habían pasado por un proceso de desindustrialización. La educación se volvió cada vez más privada y selectiva. Por más de un siglo, la educación había sido vista en Latinoamérica como un requisito para calificar a la clase obrera para el desarrollo industrial. Era una tarea del gobierno y vista por la sociedad civil como una condición para la ciudadanía y una clave para superar las diferencias étnicas y de clase. Desde la década de los 90, siguiendo el paradigma neoliberal, la educación se volvió un producto para ser adquirido en el mercado, y un rápido proceso de privatización comenzó a competir en todos los niveles educacionales con la educación pública.

Las políticas de Ciencia y Tecnologia (C&T) también se ajustaron al proceso general de privatización. Se integró la investigación con financiamiento público a la producción privada; se orientó la investigación hacia mejorar la competitividad internacional; se crearon centros de excelencia con financiamiento público para apoyar la industria privada; y cambiaron los criterios de evaluación de las instituciones de investigación y de los propios investigadores y se modificaron los salarios. Se presionó por resultados cuantitativos medidos en artículos científicos y libros publicados, y por la publicación en revistas internacionales, lo que llevó a privilegiar los temas de investigación del mundo desarrollado, que no siempre coinciden con las necesidades nacionales de los países en desarrollo. Complementos salariales por productividad fueron otorgados en Argentina y México mediante los sistemas nacionales de investigadores, y en Brasil mediante las becas de productividad. Al mismo tiempo, la difusión de la Internet permitió la generalizaron el trabajo en redes internacionales, reforzando los vínculos locales con las agendas internacionales de investigación.

Cuando a principios del siglo XXI las NT irrumpen como una nueva revolución tecnológica, no lo hacen en un contexto económico orientado hacia el desarrollo nacional, sino en medio de una fuerte presencia de corporaciones transnacionales, privatización de empresas públicas y orientación hacia el mercado externo. El contexto también se caracterizaba por baja combatividad social, donde la presencia de sindicatos y movimientos sociales no tiene incidencia en las políticas científicas.

Sin organizaciones sociales de base local que participen en políticas de C&T, y con una creciente presencia de empresas nacionales e internacionales asociándose con centros de investigación públicos, surge la duda razonable de la capacidad que tales estrategias de C&T puedan tener para promover el desarrollo de la región contribuyendo a reducir la desigualdad y la pobreza. Incluso si los tres actores que participan en la estrategia de C&T (Estado, empresarios y académicos) son exitosos en impulsar la innovación y la competitividad, esto no significa que la población en general se vea beneficiada. El proceso puede terminar ganando nichos de mercado, incluso competitividad, al tiempo que aumentando la desigualdad social. El énfasis que los gobiernos están poniendo en la integración de la Investigación y Desarrollo (I&D) pública con empresas privadas hace evidente que la lógica de estas políticas es lineal, al equiparar competitividad con crecimiento económico y desarrollo social. Las agendas de NT en América Latina han dejado de lado tres temas claves del desarrollo: la participación de sindicatos y movimientos sociales; la calificación de la fuerza de trabajo; y, la confianza del consumidor.

Sin una orientación política explícita hacia las demandas nacionales y locales los beneficiarios potenciales de la NT dependerán del goteo del crecimiento orientado a la exportación, que es una estrategia de desarrollo cuestionable. Para incorporar nuevos objetivos a la política de NT, así como para estimular el desarrollo de las áreas que tendrán un impacto más directo en el nivel de vida de la población se requiere la incorporación de otros grupos sociales en la toma de decisiones políticas, además del Estado, la academia y los empresarios. La presencia activa de los sindicatos y las ONGs pueden fortalecer y ampliar algunas de las iniciativas de investigación que ya están en curso en algunas instituciones, fundamentalmente en la salud. Nuevos temas se pueden incluir para responder a las demandas sociales. Algunos sindicatos y organizaciones sociales son conscientes de la evolución de la NT y han estado participando activamente en la difusión de sus preocupaciones y posiciones, pero sin canales de participación dentro de la estructura formal de la política científica (Foladori e Invernizzi, 2008; Foladori, Bejarano e Invernizzi, en prensa).

El segundo tema que debe ser incorporado a la agenda de de la NT es la calificación de la mano de obra. Con el fin de ser capaces de transferir la I&D “de excelencia” a la producción es necesario un proceso permanente de capacitación de la mano de obra. Un pensamiento común es que la NT se encuentra todavía en las primeras etapas de la I&D y que todavía hay tiempo suficiente para formar a los trabajadores una vez que comiencen los procesos de producción. Sin embargo en Brasil hay más de 150 empresas con I&D o produciendo con NT, muchas de ellas ya comercializando productos (Invernizzi, 2011). En México la lista supera las 60 (Zayago y Foladori, 2010). También está el caso de varias empresas que están o podrían estar comprando nano materias primas en el mercado internacional para incorporar en los procesos de producción, lo que pone a los trabajadores en contacto con productos nano incluso antes de que la I&D se realice a nivel local. También está la cuestión de los técnicos de los laboratorios que incorporan la NT, como en el área farmacéutica o biomédica. Estas personas no tienen los conocimientos, la infraestructura, los procedimientos de seguridad, ropa adecuada y otros factores para garantizar la correcta manipulación de los nanomateriales.

El tercer tema es el de la confianza de los consumidores en las nuevas tecnologías. En este sentido las implicaciones sociales y de riesgo de la NT son un área fundamental que debe abordarse. La falta de participación de las organizaciones sociales en el proceso de decisión de la C&T, así como la indiferencia por parte de las agencias de C&T en los problemas de riesgo pone el proceso de desarrollo de la NT distante de las necesidades sociales. Portavoces de la política e incluso científicos a menudo argumentan que no existe prueba definitiva con respecto a los nano-riesgos. Sin embargo, el NanoCeo, un banco de artículos científicos sobre los riesgos relacionados a la NT –que no es exhaustivo– ha reunido suficiente material que debe llevar a la preocupación y precaución al tratar con la NT. Una compilación de 1991 a noviembre de 2010 da el siguiente resultado: 176 artículos científicos relacionados con riesgos de los nanotubos de carbono, 216 de riesgos de las nanopartículas de plata, 81 de las nanopartículas de titanio, 72 de fullerenos y buckyballs, y 49 de puntos cuánticos, todos ellos nanopartículas o nanoestructuras de entre las más comunes en los productos del mercado. Otra institución que reúne información sobre los riesgos asociados con NT es el Consejo Internacional de Nanotecnología (ICON), que forma parte de la Universidad de Rice en Estados Unidos. De 2000 a 2010 su base de datos registró un aumento en los trabajos científicos sobre los riesgos para la salud humana y el medio ambiente de la NT, que pasó de alrededor de un centenar en 2005 a más de 550 en 2010. No obstante las claras evidencias de la necesidad de una política precautoria, el modelo de orientación hacia los negocios ha llevado a la escasa consideración de los potenciales riesgos.

En resumen las políticas de NT no han contemplado ni la participación de organizaciones sociales y sindicatos en la elaboración de políticas y de prioridades nacionales, ni tampoco la necesidad de integrar la calificación de la fuerza de trabajo como un aspecto del cambio tecnológico. Esto deja de lado como fuerza de apoyo activo a la clase obrera. Tampoco estas políticas han dado importancia a los potenciales riesgos a la salud y el medio ambiente de las NT, lo cual deja por fuera al consumidor como sector fundamental del desarrollo. Tímidamente algunos países de la región comienzan a considerar estos aspectos, pero como resultado del movimiento internacional y a cuentagotas.


Referencias

FOLADORI, Guillermo & INVERNIZZI, Noela. The Workers Push to Democratize Nanotechnology. En E. Fisher, C. Selin and J. Wetmore, eds, The Yearbook of Nanotechnology in Society.UK: Springer, pp. 23–36. 2008.

FOLADORI, Guillermo; BEJARANO, Fernando & INVERNIZZI, Noela. Trabajadores, consumidores, y el riesgo de las nanopartículas manufacturadas. La negociación multilateral del SAICM en América Latina y el Caribe. (en prensa).

INVERNIZZI, Noela. Nanotechnology in Brazilian firms: assessing potential implications for labor. Emerging Technologies/Emerging Economies. Nanotechnology for Equitable Global Development. Oxford: Routledge, (en prensa).

ZÁYAGO-LAU, Edgar & FOLADORI, Guillermo. La nanotecnología en México: un desarrollo incierto. Economía, Sociedad y Territorio, nº X, v. 32, p. 143-178. 2010.